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* Entrevista a Alexandre Favaios
Após uma longa ausência de novas publicações no “Ponto de Vista” cá estou eu para retomar o meu trabalho. Desta vez para vos dar a conhecer a minha entrevista Alexandre Favaios. Espero fornecer informações úteis.
Após uma longa ausência de novas publicações no “Ponto de Vista” cá estou eu para retomar o meu trabalho. Desta vez para vos dar a conhecer a minha entrevista Alexandre Favaios. Espero fornecer informações úteis.
Até à próxima!
Daniela Morais
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* Crónica
Destino triste
Enquanto cidadã atenta, a praticamente tudo o que se passa no nosso pequeno Portugal, deparo-me com o surgimento de acontecimentos que mais parecem histórias de terror.
Ao longo de várias semanas, os meios de comunicação social, estão-se a debruçar, essencialmente, na realização de notícias, reportagens e tudo aquilo que possa relatar o tema “sensação”da sociedade portuguesa. Tema esse que está focado no constante aparecimento de idosos mortos, dentro das suas casas. O alvo de todo este desinteresse, por parte da sociedade, são os idosos que resgatados pela solidão e esquecimento são entregues a um destino triste. Apesar de ser um dos temas mais falados, na atualidade, brevemente deixará de estar no palco de todas as atenções e cairá no esquecimento. Pois, em Portugal, os assuntos importantes e de interesse nacional são, num breve espaço de tempo, abusivamente explorados e analisados mas rapidamente passam para a via mais fácil, a via do esquecimento.
A culpa deste leque de situações pertence somente ao estado, que não se incomoda com os cidadãos, assumindo uma postura de indiferença por tudo aquilo que não lhe reserve vantagem.
Ninguém se preocupa por que razão os idosos desaparecem sem deixar rasto, o único e exclusivo facto que interessa é o dinheiro, pois somente com euros, o estado, alimenta o seu faro.
Quando falta dinheiro, aí sim... é o momento indicado para se intervir e verificar a que se deve tal falta e, só assim se descobrem situações que colocam a autoridade nacional em causa.
Só deste modo se sente motivada para agir e, por vezes, acaba por se deparar com situações muito desagradáveis, como por exemplo, o aparecimento de cadáveres com meses e até anos em decomposição.
Só com a notícia da senhora, de Sintra, que ficou quase uma década morta em casa é que se tem vindo a fazer investigações para se verificar se haverão outros casos idênticos. A verdade é que, cada vez mais, se assiste ao aparecimento de casos semelhantes a este onde, as circunstâncias, por si só, já são arrepiantes mas os pormenores já são dignos de um filme. É que precisamente neste caso, o estado só se sentiu na responsabilidade de intervir quando a situação já entrava no âmbito monetário.
Num país que só agora é que acordou para a vida quantos mais casos como estes existirão sem ninguém saber?
Com todo o desenrolar da situação parece-me que vivemos numa sociedade onde as autoridades só fazem o seu trabalho conforme a conta bancaria de cada individuo, isto não é assunto do qual eu já não tivesse conhecimento, contudo, nunca pensei chegar ao ponto de ouvir histórias completamente chocantes como as recentes. É caso para dizer que neste país já não se pode ser pobre, idoso e viver sozinho.
Tudo funciona tendo como base/pré-requisito, uma classe social que define a nossa dignidade até mesmo após a morte. Os interesses monetários encontram-se num nível muito superior aos interesses humanos.
É bastante triste verificar que, durante vários anos, idosos são entregues ao seu próprio destino e só agora, com este clima de investigação, onde as autoridades andam numa “caça” constante em torno de casos que possam ter um triste final como todos estes, onde se morre só.
No futuro mais casos como estes surgirão pois, Portugal é um país envelhecido e onde muitos idosos vivem sozinhos e sem as mínimas condições de dignidade e atenção, de quem quer que seja.
Este é o reflexo do país em que vivemos!
Daniela Morais
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* Reportagem
Como tema da minha reportagem, que teve como base o Carnaval, escolhi o famoso Carnaval de Podence.
Esta festividade, tradicional do nordeste transmontano, é conhecida como o "Entrudo Chocalheiro".
Como tema da minha reportagem, que teve como base o Carnaval, escolhi o famoso Carnaval de Podence.
Esta festividade, tradicional do nordeste transmontano, é conhecida como o "Entrudo Chocalheiro".
Daniela Morais
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* Notícia
A Nova Era da Publicidade na UTAD
No passado dia 21, entre as 10:00 e as 13:00, decorreu a palestra denominada como “A Nova Era da Publicidade”. O auditório 1.10 do Complexo Pedagógico foi o palco da iniciativa organizada pelo Núcleo de Estudantes de Ciências da Comunicação.
| Cartaz da palestra Fotografia: Daniela Morais |
O início da palestra foi presidido pelo Professor Doutor Galvão Meirinhos, que assume atualmente o cargo de Diretor do 1º, 2º e 3º ciclo de Ciências da Comunicação. Seguidamente, o discurso ficou sob a responsabilidade de Helena Oliveira, presidente do Núcleo, e a professora Daniela Fonseca. Ambas organizadoras da palestra, apresentaram os quatro convidados e agradeceram a presença de todos os ouvintes.
A palestra sobre publicidade foi dividida em duas sessões, a primeira designada por “Publicidade Hoje – Entre o ontem e o Amanhã” e a segunda por “Marketing de Guerrilha”.
Manuel Fonseca, docente na UTAD, Sénior Copywriter e Partner da Desigual Comunicação, em Braga, foi o primeiro orador a dar o seu testemunho sobre o tema que faz parte da sua atividade profissional, a publicidade. Para o docente “o universo digital é muito atrativo, nele passamos de uma comunicação passiva para uma comunicação bidirecional… onde somos pioneiros ou seguidores.”Ainda na temática da primeira sessão, Carlos Peixoto, aluno de Ciências da Comunicação e dono da Realvitur, agência de viagens de Vila Real, deu a sua palavra sobre a publicidade em pequenas e médias empresas. Segundo o aluno da academia “a publicidade nas pequenas empresas é vista como uma oportunidade mas no terreno torna-se nefasta (…) há pouco orçamento e são pressionadas pela publicidade”. Para o dono da agência de viagens o que se aprende no ensino, sobre publicidade, está direcionado para grandes empresas, nas pequenas a realidade é outra.
| Oradores da palestra: "A Nova Era da Publicidade" Fotografia: Daniela Morais |
A segunda sessão teve como orador o professor Gilbert Angerami, jornalista, publicitário e ator brasileiro que está a fazer o seu Pós-Doutoramento na UTAD e Américo Carvalho, assessor do líder de um Grupo Parlamentar, na Assembleia da República, desde 2010, ambos falaram de Marketing de Guerrilha. Para Angerami, quando falamos de Marketing, temos que ter conhecimento do cliente, mercado e produto para se poder executar uma boa ação de Marketing.
No final da primeira e segunda sessão houve um período de debate para permitir a interação dos ouvintes através do levantamento de questões, comentários. A palestra terminou por volta das 13:00 com o discurso do Dr. Galvão Meirinhos que, mais uma vez agradeceu a presença de todos, a um auditório com cerca de 150 pessoas.
O Núcleo de Ciências da Comunicação criou a palestra com o objetivo de atrair os estudantes para áreas da comunicação que não sejam apenas ligadas ao jornalismo. Da necessidade em se dinamizar outras vertentes do curso, reuniu-se este leque de convidados da área da publicidade.
Daniela Morais
Link relacionado:http://www.ideahunting.net/
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UTAD comemora o seu 25º aniversário
A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro comemorou, no passado dia 22 de Março, o seu 25º aniversário. A celebração foi realizada com uma cerimónia solene que contou com a presença de docentes, funcionários e alunos.
O Dia da UTAD marca, todos os anos, mais um ano de vida da academia. Este ano a cerimónia solene teve início pelas 14:30, na biblioteca central, onde os docentes se trajaram a rigor e desfilaram até à reitoria.
Este é um ritual “que todas as instituições têm que fazer, todos os anos, pois são rituais que mantém unidos todos os corpus universitários e institucionais” referiu o Prof. José Belo, docente na universidade.
Após a entrada do cortejo académico na Aula Magna o discurso ficou sob a posse do Magnífico Reitor, Prof. Carlos Alberto Sequeira, que fez uma homenagem ao Prof. Fernando Real e ao laboratório de geologia, que tem o seu nome e foi fundado há 25 anos pelo mesmo.
A cerimónia prosseguiu com a intervenção do Presidente da Associação Académica da UTAD, Patrick Freitas, que mencionou a redução das bolsas de estudo como um assunto a tratar.
Após o discurso do Presidente da AAUTAD foi feita uma Oração de Sapiência proferida pelo Prof. Doutor José Artur Martinho Simões, professor catedrático na Universidade de Lisboa designada como “A química que existe entre nós é só amor? Ou também ajuda a economia?”, tema que suscitou alguma agitação nos presentes.
Seguidamente foram entregues as Cartas Doutorais de 2010 e a atribuição de medalhas aos funcionários com 20 anos de serviço na universidade. A entrega dos prémios escolares aos melhores alunos, de cada Escola, foi seguida de um discurso por parte do Governador Civil de Vila Real que fez o encerramento do Cortejo Académico.
No final todos os presentes se dirigiram, novamente, à biblioteca central para participarem num lanche oferecido pela universidade.
Daniela Morais
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* Foto-reportagem
A minha Foto-reportagem tem como tema o Dia da UTAD. Para quem estiver interessado em saber os pormenores deste dia deve ler a notícia anterior.
Daniela Morais
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* Notícia
Cortejo Académico invade ruas de Vila Real
Realizou-se, na passada quarta-feira, o tradicional desfile de finalistas da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Pelas 15:30 os participantes reuniram-se nas piscinas municipais e percorreram as ruas da cidade.
Foi numa tarde de sol que se deu início ao Cortejo, um dos momentos mais importantes da Semana Académica (SA). Com o calor que se fazia sentir não faltaram os mergulhos no rio Corgo, que todos os anos fazem a abertura desta atividade.
| Início do Cortejo Académico Fotografia: Daniela Morais |
A alegria estava presente nos finalistas, que desfilavam com as suas cartolas e bengalas, e nos restantes participantes que ajudaram à festa. Ao longo de todo o percurso os estudantes cantaram, dançaram, levaram os tradicionais banhos de água fria e, como em todos os festejos académicos, o álcool teve presença obrigatória.
Catarina Alves, finalista da Licenciatura em Enfermagem, considera o Cortejo um momento de convívio com todos os cursos da academia que marca o final de uma etapa. Para a futura enfermeira participar no desfile é “muito importante porque é uma memória que ficará para sempre”.
Apesar de ser um momento de partilha e de diversão a rivalidade está presente nos habituais camiões que transportam os finalistas, onde cada curso tenta exibir o maior veículo com o melhor sistema de som e decoração. A crítica ao governo foi o tema que ornamentou grande parte dos veículos. O tradicional mergulho na taça, que se encontra em frente ao Tribunal, para infelicidade de todos os presentes não se cumpriu. A taça encontrava-se vazia mas não impediu que alguns estudantes fossem festejar no seu interior.
No final de uma tarde de muita alegria e calor só os mais persistentes conseguiram chegar até ao Largo do Pioledo, local onde termina o Cortejo Académico. A animação teve continuidade à noite no recinto da SA com a atuação de Quim Barreiros, que encerrou as celebrações do ano letivo.
| Animação na taça vazia Fotografia: Daniela Morais |
Daniela Morais
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* Notícia
Terminou hoje a XIII Feira do Folar de Valpaços
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| Cartaz da XIII Feira do Folar Fotografia: Direitos Reservados |
Este ano houve um aumento no número de expositores, verificou-se a existência de cerca de 70 sendo que 50 foram dedicados aos tradicionais doces da Páscoa e a produtos da região. A feira foi realizada no pavilhão multiusos, construído essencialmente para a realização deste evento, onde o produto de destaque é o folar. O preço desta iguaria varia conforme o seu processo de fabrico, o folar tradicional teve um preço de 10€ por kg e o confecionado nas padarias rondou os 8€. Espera-se que o volume de negócio se aproxime de 1 milhão e 250 mil euros. Para Francisco Tavares, presidente da Câmara Municipal de Valpaços há 25 anos, “apesar da crise os agricultores do concelho trabalham a terra com afinco e dignidade fazendo com que a aposta nos produtos da região seja muito bem conseguida.”
A Feira do Folar abarcou, tal como em anos anteriores, várias atividades relacionadas à música tradicional, à cultura e ao desporto. No decorrer de três dias de festejos estiveram presentes no certame o Grupo de Gaiteiros de Lebução, o Rancho Folclórico de Carrazedo de Montenegro e a Banda Musical de Valpaços. Houve ainda espaço para a apresentação e venda de obras literárias, assim como a realização do conhecido Raid TT Rota do Folar. O Grupo TT de Vilarandelo “Usprigozus” foi o responsável pela organização da prova que se realizou durante os três dias.
Um dos maiores eventos do concelho foi transmitido diretamente entre as 15:00 e as 19:00 do dia 16 no “Programa das Festas”, da estação televisiva RTP1.
Daniela Morais
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*Notícia
UTAD comemora o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa
Na passada terça-feira, dia 3 de Maio, a academia transmontana reuniu jornalistas e repórteres de imagem com um vasto currículo em cenários de guerra para assinalar esta data. Foi no anfiteatro 1.10 do Complexo Pedagógico que pelas 09:00 tiveram início as comemorações.
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| Cartaz do evento DR |
A iniciativa foi fomentada no âmbito do projeto Perspectiva e contou com a organização do DLAC (Departamento de Letras, Artes e Comunicação) da universidade. A jornada que teve como lema a “Liberdade… Liberdades de imprensa… Liberdade de expressão…” teve início com a apresentação do BURMA VJ, um documentário que retrata o esforço dos jornalistas em Myanmar.
As celebrações prosseguiram com os discursos de três repórteres nacionais, Carlos Fino, José Carlos Ramalho e José Manuel Rosendo. O primeiro a dar o seu testemunho foi o jornalista da Antena1/RTP, José Ramalho, que confessou ser “um conflito de culturas” o motivo de morte de alguns jornalistas.
O conhecido jornalista Carlos Fino foi o segundo a dar o seu contributo e falou do jornalismo nos anos 60 e do presente. Para o atual conselheiro de imprensa da embaixada de Portugal em Brasília “o jornalismo especializado e independente tem que ter um olhar crítico sobre todas as questões”, apesar de se ter formado em Direito considera que é necessário ter noções sobre o jornalismo para se exercer a profissão.
O último a discursar foi José Rosendo que desmistificou a profissão do jornalista. “O jornalismo é a profissão da utopia onde se procura uma verdade relativa,” afirma. Para Rosendo a liberdade do jornalista está permanentemente em risco, dando como exemplo as conferências elaboradas pelos políticos e onde os meios de comunicação social não têm direito a fazer perguntas.
Ao terminar o discurso dos três repórteres houve um tempo dedicado ao debate e foi feita uma pausa para almoço.
| Lançamento de Pombos Fotografia: Daniela Morais |
Da parte de tarde foi João Manuel Oliveira, consultor de comunicação, que discursou sobre o Jornalismo Infiltrado tomando como exemplo o jornalista espanhol António Salas. Os presentes no anfiteatro tiveram a oportunidade de falar, via telefónica, com Salas e ficaram a conhecer outros nomes do jornalismo infiltrado. Roberto Saviano, Gunter Wallraff, Nellie Bly, Fredy Gareis e Ian Coban foram alguns dos nomes mencionados.
As celebrações terminaram no Parque Corgo com uma homenagem aos jornalistas mortos em missão (2010) com o voo de pombos. Foi com o lançamento de cerca de 50 aves que a universidade assinalou este dia.
Daniela Morais
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* Coluna de Citações
As eleições legislativas realizam-se dia 5 de junho e foram anunciadas pelo Presidente da República, Cavaco Silva, no dia 31 de março após reunir com o Conselho de Estado.
As próximas legislativas deveriam realizar-se em 2013, quatro anos após as últimas eleições, onde o Partido Socialista obteve 36,55% dos votos, sendo o partido vencedor, mas sem a maioria absoluta.José Sócrates solicitou a demissão do cargo de Primeiro Ministro depois da oposição aprovar na Assembleia da República, a 23 de março, o PEC IV (Plano de Estabilidade e Crescimento IV). O Plano previa novas medidas de austeridade para 2012 e 2013, com o objetivo de reduzir o défice orçamental.
Nos últimos 30 dias antes das Eleições Legislativas as estações televisivas deram início aos debates entre os vários candidatos. Depois de procederem ao sorteio e planeamento dos debates, que terão lugar ao longo deste mês, ficamos a saber que se irão realizar 10 confrontos com os principais partidos. Cada debate terá uma duração de 45 minutos, exceto o último, entre José Sócrates e Pedro Passos Coelho que terá aproximadamente 1 hora.
Nesta coluna de citações serão apenas abordados três debates, o de 12 de maio com Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa exibido na RTP1, o de 13 de maio entre Pedro Passos Coelho e Paulo Portas com exibição na SIC e o de José Sócrates e Jerónimo de Sousa no dia 16 de maio apresentado na SIC.
“Deveria votar no Bloco de Esquerda porque sentiria uma enorme desilusão com o Partido Socialista.” (Em resposta à pergunta de Vitor Gonçalves, Pivô da RTP1, sobre a hipótese de ser um eleitor de esquerda desencantado com o Partido Socialista, porque devia votar no Bloco de Esquerda.)
“Foi dizer que não seria preciso pedir este resgate financeiro, que estrangula a nossa economia, com uma condição… facilitar os despedimentos e tornar obrigatório que o trabalhador desconte para o seu próprio despedimento.” (Sobre as promessas que o Primeiro Ministro fez aos portugueses onde garantia que estava tudo resolvido.)
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| Francisco Louçã |
“O Bloco é um partido que luta pelo socialismo, ou seja, luta contra a exploração e luta a favor da representação do trabalho e da dignidade do trabalho.” (Sobre a dúvida colocada, numa entrevista, por Jerónimo de Sousa em não saber se o Bloco de Esquerda é um partido ou um movimento.)
“Não se vai a eleições com calculismos simples… estas eleições são difíceis.” (Em resposta à questão se os dois partidos ao concorrerem juntos não poderiam ter mais hipóteses do que concorrendo separados.)
“As eleições são os portugueses que decidem e a responsabilidade é de todos e eu quero convocar essa responsabilidade para que a direita seja derrotada (…) é difícil mas o país vive uma situação absolutamente excecional e para os derrotar é preciso um voto novo.” (Sobre as sondagens que têm indicado que o PSD e o CDS juntos podem vir a ter maioria nas eleições do dia 5 de junho.)
“(…) Propõem da mesma forma o congelamento das pensões, atacar os salários, facilitar os despedimentos e privatizar os CTT. Esta Troika é a junção dos maiores gastadores da economia portuguesa.” (Sobre o regresso do centro e da direita ao poder.)
“Portugal deve pagar a sua divida em função da sua economia.” (Em resposta à questão de Portugal poder dispensar os 78 mil milhões de Euros de ajuda que virão da União Europeia e do FMI.)
“A proposta do PSD é destruir parcialmente a Segurança Social e o PS comprometeu-se com uma diminuição da contribuição patronal muito mais grave, o que o FMI chama de corte drástico.” (Sobre a proposta levantada pelo PSD, nos últimos dias, de reduzir a Taxa Social Única.)
“É uma escolha livre de cada um (…) é um voto que não será esquecido, um voto que traduz o resultado de um quotidiano de muitos encontros em muitas lutas e em muitas reivindicações por parte de muitos trabalhadores. É um voto que não engana.” (Em resposta sobre a hipótese de ser um eleitor de esquerda desencantado com o Partido Socialista, porque devia votar no PCP.)
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| Jerónimo de Sousa |
“Cada partido definiu a sua própria opção, o Bloco decidiu concorrer sozinho e nos decidimos no quadro da coligação democrático - humanitária da CDU.” (Sobre o Bloco e o PCP não se organizaram para irem juntos a estas eleições.)
“Tanto o PS como o PSD e o CDS têm, de facto, um programa comum… todos eles assumiram uma grave responsabilidade, ou seja, um pacto de submissão aos trabalhadores e ao povo português inaceitável.” (Sobre a possibilidade de o PS precisar do PCP para formar uma maioria de governo à esquerda.)
“Não existe da parte do PSD nem de mim próprio qualquer menor consideração com o CDS.” (Sobre os nomes que o PSD tem atribuído a Paulo Portas.)
“Há uma alternativa ao governo do Engenheiro José Sócrates e essa alternativa, quer se goste muito quer se goste pouco, terá de ser liderada pelo PSD.” (Sobre as alternativas para as próximas eleições.)
“Apesar das diferenças de história e de identidade estes dois partidos têm tido, no passado, capacidade para se entenderem.” (Sobre a questão de contar ou não com o CDS mesmo que tenham maioria absoluta.)
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| Pedro Passos Coelho |
“O PSD tem um programa mais ambicioso (…) O programa que foi desenhado pela Troika é o preço da incompetência que tivemos durante seis anos a governar Portugal.” (Sobre a questão dirigida ao PSD por este afirmar que vai além das medidas do acordo da Troika.)
“É um acordo difícil e pesado que vai custar bastante ao país quer a concretizar quer aos portugueses a pagar (…) é um acordo que tem que se cumprir porque é a última oportunidade que Portugal tem.” (Sobre o programa desenhado pela Troika)
“É importante consolidar o número de Juntas de Freguesia.” (Sobre a intenção da Troika em racionar concelhos.)
“O país estando numa posição difícil pode sair dela (…) nos tivemos um governo que foi o responsável por um pedido de ajuda externa tardio mas essencial para que pudesse haver, da parte do estado, o pagamento dos salários e assegurar o cumprimento das obrigações externas do país.” (Sobre a situação atual do país.)
“Esse tipo de freses não ajudam quem quer ter um emprego e não tem (…) as pessoas estão preocupadas com soluções para o país e não em trincas entre políticos.” (Sobre a forma como o PSD se tem se dirigido ao CDS, chamando Paulo Cabeleira, Garnisé e a melhor aprendiz de Sócrates, a Paulo Portas.)
“O PSD não esteve disponível para uma coligação pré-eleitoral e eu acho que teria gerado uma dinâmica de vitória muito maior.” (Sobre a recusa do PSD em formar uma coligação pré-eleitoral)
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| Paulo Portas |
“Na cabeça dos portugueses não é previsível que nenhum partido tenha uma maioria absoluta (…) José Sócrates vai ser julgado por não ter cumprido e por ter levado o país onde levou e o PSD não fez o suficiente para ser premiado com o voto.” (Sobre a afirmação de Passos Coelho em querer uma maioria absoluta.)
“A política do PSD para a agricultura, nos últimos anos, foi um deserto. Só em campanha eleitoral é que se lembram da agricultura.” (Sobra a política agrícola aplicada pelo PSD)
“O Engenheiro Sócrates e o PS tiveram todas as condições para poderem evitar esta crise dramática em que o país está mergulhado.” (Sobre a situação atual do país)
“Estar a aumentar a taxa máxima do IVA para 25% para financiar a baixa da Taxa Social Única é estar a querer ganhar por um lado e perder pelo outro.” (Sobre o provável aumento do IVA)
“O PSD acha que essa taxa deve descer abruptamente… num dia disseram 4% e noutro dia disseram 8%.” (Sobre a Taxa Social Única)
“A pergunta que todos os portugueses fazem e eu também faço é se não podíamos ter poupado o país desta crise política (…) esta crise teve um custo para a nossa economia e para a imagem internacional do nosso país.” (Sobre a situação atual do país)
“As propostas do PSD quer na área da Educação quer na Saúde comprovam como é diferente aplicar este programa com um governo liderado pelo PS ou um governo liderado pelo PSD.” (Sobre os programas da Troika)
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| José Sócrates |
“As propostas do PCP são iguais às do Bloco de Esquerda.” (Sobre as propostas governamentais do PCP)
“Reestruturar a dívida significa apenas não pagar… significa calote aos credores… significa Portugal na lista negra dos países que não pagam as suas dívidas.” (Sobre a opinião de José Sócrates da proposta do PCP em reestruturar a dívida)
“Apostar na ciência e na investigação… as nossas empresas que estão hoje a exportar mais foram aquelas que apostaram mais na investigação e desenvolvimento.” (Sobre as áreas onde Portugal deve apostar para melhorar a competitividade)
“Deve haver um governo maioritário.” (Sobre o futuro governo após as eleições legislativas)
“O país precisa de soluções realistas, sérias e prudentes… o país precisa de uma governação com responsabilidade (…) tenho toda a disponibilidade para uma governação séria e responsável.” (Sobre as necessidades do país e a sua disposição para ocupar o cargo de Primeiro Ministro)
Daniela Morais






